“Espero que não seja circunstancial”, diz Rafael Motta

O presidente estadual do PSB e pré-candidatura ao Senado Federal, deputado federal Rafael Motta, ironizou a foto em que o pré-candidato ao Congresso, Carlos Eduardo Alves (PDT), aparece ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT) e o presidente estadual do PT, Júnior Souto, oficializando o apoio à campanha de reeleição da gestora petista e reiterado o fortalecimento da frente ampla no Estado contra o bolsonarismo nas eleições de outubro.

“Espero que esse apoio não seja circunstancial”, disse, em tom irônico, e enfatizou: “sigo no diálogo com as pessoas, para manter a coerência no Senado”, fazendo referência ao fato de que Carlos Eduardo disputou o governo do Estado contra Fátima Bezerra nas eleições de 2018 e agora está aliado da petista.

De acordo com o deputado federal, “fico feliz que o PDT tenha enfim vindo para o lado onde o PSB já está desde 2018. Que tenha entendido que o governo do PT é melhor para o Rio Grande do Norte do que o do PDT poderia ser”, ressaltou.

Rafael Motta vem cobrando publicamente que o PT troque seu pré-candidato a senador. O deputado quer ser o candidato do grupo governista, no lugar de Carlos Eduardo Alves. O deputado federal vem criticando a mudança de postura do adversário, apontando o que ele classifica como incoerência no discurso.

Em entrevista recente publicada pelo AGORA RN, o líder estadual do PSB reafirmou o seu desejo de concorrer a vaga de senador. “Não me vejo como terceira via, sou a via do povo do Rio Grande do Norte. Quem quiser ser candidato, é importante, pois enriquece o debate, mas tem que ser candidato apoiando o que o potiguar quer, de representação no Senado Federal”.

Ele garantiu que seu voto à Fátima Bezerra é irrevogável e o tempo de televisão será direcionado ao PT. “O PSB vai acompanhar a governadora, o presidente Lula, estamos formando chapa com Geraldo Alckmin e não há, no Rio Grande do Norte, quem tire o voto de Rafael Motta e do PSB à Fátima. E o tempo de TV será dado ao PT e à Fátima Bezerra, sem prejuízos à campanha eleitoral desta”.

Rafael Motta avaliou que não acredita que sua candidatura vá dividir os votos dos eleitores de Fátima Bezerra entre ele e Carlos Eduardo Alves e, com isso, beneficiar Rogério Marinho (PL).

Para ele, esse pensamento é de uma “minoria administrativa, poucas pessoas que participam da administração e defendem o nome do pedetista, mas o que ele sente, ao conviver com a população nos municípios do interior é justamente o contrário, que as pessoas não querem Carlos ou Rogério”.

Sobre as críticas de Rogério Marinho a Carlos Eduardo Alves e vice-versa, Motta preferiu não se meter na história. “Isso aí é uma situação entre eles, eu tenho as minhas resistências a ambos os nomes, de forma respeitosa e técnica”.

“Um é conhecido da população brasileira, pai das reformas, tirou direito do trabalhador, dificultou a aposentadoria do brasileiro. E o outro é uma incógnita, porque, dependendo do momento, não sabemos como vai caminhar. Há três anos e meio, estava pedindo voto para Bolsonaro e agora é lulista de carteirinha. Então, essa falta de coerência, a política não aceita mais e esse é o momento em que disponibilizamos nosso nome”, pontuou.

Agora RN

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